Eduardo Caires

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DD Cetesb 256/2016/E, o que mudou?

Escrevi o texto abaixo em 01/12/2016 mas pelo que percebo, seu conteúdo é ainda é atual.

Estou postando novamente para chamar atenção ao tema:

-A partir do dia 22/02/2016 terça-feira passada, entrou em vigor a nova alteração referente aos conhecidos "Valores Orientadores Cetesb", sendo regulamentado pela Decisão de Diretoria nº 256/2016, o qual dispõe valores e parâmetros para referencia de qualidade de solo divido em: Valor de Referencia de Qualidade (VRQ), Valor de Prevenção (VP), Valores de Intervenção (VI), este dividido em Agrícola, Residencial e Industrial, e para águas subterrâneas.

Em relação a alteração anterior descrita pela DD 045/2014, esta trás como novidade a inclusão dos parâmetros Dioxinas (PCDD's) e Furanos (PCDF's) (ng TEQ WHO05 Kg-1 peso seco), onde é exigido a somatória de toxicidade equivalente (TEQ) calculada a partir dos fatores de equivalência de toxicidade (TEFs - WHO 2005 ) para cada congênere de dioxinas e furanos (VAN DEN BERG et al., 2006). A segunda alteração realizada é do VMP (valor máximo permitido) do parâmetro Carbofurano, sendo o valor de referencia para águas, igualado ao existente na Portaria 2914 de 2011 do Ministério da Saúde, que era de 15 µg/L passando então para 7 µg/L.

O maior impacto será para os laboratório acreditados junto a 17025, pois as técnicas de detecção para dioxinas em furanos que realmente funcionam, são em sua maioria realizadas por GC/MS/MS, que além de ser uma técnica cara para implantação tanto como manutenção do método de análise.

Vale ressaltar que resolução a SMA 100 exige que os ensaios laboratoriais sejam realizados por laboratórios acreditados:

Artigo 2º – Os laudos analíticos submetidos à apreciação dos órgãos integrantes do Sistema Estadual de Administração da Qualidade Ambiental, Proteção, Controle e Desenvolvimento do Meio Ambiente e Uso Adequado dos Recursos Naturais – SEAQUA, que contêm os resultados de ensaios físicos, químicos e biológicos referentes a quaisquer matrizes ambientais, deverão ser emitidos e realizados por laboratórios acreditados, nos parâmetros determinados segundo a Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, pela Coordenação Geral de Acreditação – CGCRE do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO ou por outro organismo internacional que faça parte de acordos de reconhecimento mútuo, do qual a Coordenação Geral de Acreditação – CGCRE seja signatária.

§ 1º – A acreditação deverá ser evidenciada para cada ensaio constante no laudo analítico na matriz ambiental de interesse.


Portanto, consultorias e laboratórios, fiquem atentos!

Atenciosamente

MSc. Eduardo Caires
eduardocairess@hotmail.com

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ecotoxicologia - Parte 3: Toxicidade Aguda


Continuando o tema Ecotox, irei falar hoje sobre os testes de ecotoxidade aguda.

Mas para quem ainda não leu os textos da série, segue abaixo os links.
Parte 1:
Parte 2:

Bom, agora vamos ao que interessa!
O que são testes de ecotoxidade aguda, ou mais conhecida como toxicidade aguda?

São teste laboratoriais, realizados sob condições controladas, onde é caracterizado o potencial tóxico de uma solução, substancia ou efluente em tóxico ou não tóxico, quando em curto período de tempo (24, 48 horas ou outro período de tempo que depende do método e organismo utilizado) que causa mortalidade a 50% da população dos organismos expostos.

Fonte: Caires, 2015.

Também é possível calcular a dose ou concentração letal média (DL50 / CL50) que no período estipulado do teste, causa mortalidade a 50% da população, sendo este tipo de teste, utilizado nos dossiês de validação de agrotóxicos, por exemplo, para cadastro e autorização de uso junto ao IBAMA e a ANVISA.

No vídeo abaixo você pode verificar um pouco sobre como são realizados os cálculos de CL50.

A importância deste estudo é que uma forma barata e teoricamente rápida é possível simular em laboratório o efeito tóxico que substâncias podem causar em ecossistemas aquáticos. Porém sua aplicação não se restringe apenas a este nicho.

Atenciosamente

MSc. Eduardo Caires
Biólogo – Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, especialista em recursos hídricos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O que significa Turbidez em água?

A Turbidez é uma expressão da propriedade óptica que faz com que a luz seja espalhada e absorvida em vez de ser transmitida sem direção de mudança ou nível de fluxo. Em água pode ser causada por material particulado em suspensão, matéria orgânica (dissolvida ou coloidal), silte, afloramentos de plâncton ou outros tipos de microrganismos, corrosão de estruturas metálicas (caixa d’água, tubos, conexões, etc.). Com um método de análise bem simples e barato (Método Nefelométrico) a Turbidez é um dos parâmetros de qualidade de água constantes na Resolução SS-65 do estado de São Paulo, o qual é mais conhecida como a análise de potabilidade mensal em sistemas de abastecimento. Em água para consumo humano as legislações vigentes preconizam o valor de 5,0 NTU como o máximo permitido. Já em ambientes aquáticos, a turbidez elevada prejudica espécies de peixes se utilizam da visão para orientação e alimentação, como por exemplo o Dourado (Salminus brasiliensis).



MSc. Eduardo Caires, Biólogo, Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, no setor ambiental me consolidei nos seguintes tópicos: monitoramento ambiental, avaliação da qualidade de cursos d'água, água para consumo humano, tratamento de efluentes (esgoto sanitário e industrial), gestão de resíduos sólidos, gerenciamento de áreas contaminadas, recuperação de áreas degradadas, valoração de dano ambiental, ecologia aplicada, mitigação de impactos ambientais e licenciamento ambiental.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ecotoxicologia - Parte 2


Anteriormente escrevi um artigo sobre a ecotoxicologia, fazendo uma introdução ao tema. Se ainda não leu clica no link 

E entenda o que é essa ciência que tem ganhado força junto ao monitoramento ambiental.

Bom, nesse artigo vou falar um pouco sobre onde encontramos as referencia da ecotoxicologia em normas regulamentadoras e legislações. Então vamos lá:

ABNT NBR 12648:2018 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade crônica - Método de ensaio com algas (Chlorophyceae);
ABNT NBR 15308:2017 Ecotoxicologia aquática — Toxicidade aguda — Método de ensaio com misídeos (Crustacea);
ABNT NBR 13373:2016 Emenda 1:2017  Ecotoxicologia aquática — Toxicidade crônica — Método de ensaio com Ceriodaphnia spp (Crustacea, Cladocera);
ABNT NBR 13373:2017 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade crônica - Método de ensaio com Ceriodaphnia spp (Crustacea, Cladocera);
ABNT NBR 15088:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade aguda - Método de ensaio com peixes (Cyprinidae);
ABNT NBR 16530:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade aguda - Método de ensaio com Artemia sp (Crustacea, Brachiopoda);
ABNT NBR 12713:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade aguda - Método de ensaio com Daphnia spp (Crustacea, Cladocera);
ABNT NBR 15638:2015 Emenda 1:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade aguda - Método de ensaio com anfípodos marinhos e estuarinos em sedimentos;
ABNT NBR 15638:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade aguda - Método de ensaio com anfípodos marinhos e estuarinos em sedimentos;
ABNT NBR 15499:2015 Emenda 1:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade crônica de curta duração - Método de ensaio com peixes;
ABNT NBR 15499:2016 Ecotoxicologia aquática - Toxicidade crônica de curta duração - Método de ensaio com peixes;
ABNT NBR 15537:2014 Ecotoxicologia terrestre - Toxicidade aguda - Método de ensaio com minhocas (Lumbricidae);
ABNT NBR 15470:2013 Ecotoxicologia aquática — Toxicidade aguda e crônica — Método de ensaio com Hyalella spp (Amphipoda) em sedimentos;
ABNT NBR 16181:2013 Ecotoxicologia aquática — Toxicidade crônica — Método de ensaio com microalgas marinhas;
ABNT NBR 15350:2012 Ecotoxicologia aquática — Toxicidade crônica de curta duração — Método de ensaio com ouriço-do-mar (Echinodermata: Echinoidea);
ABNT NBR 12716:1993 Água - Ensaio de toxicidade aguda com peixes - Parte III - Sistema de fluxo contínuo - Método de ensaio;
ABNT NBR 16456:2016 Ecotoxicologia aquática - Método de ensaio de curta duração com embriões de bivalves (Mollusca - Bivalvae).

17 normas técnicas, dividas entre ensaios agudos e crônicos! Sim, existem muito mais métodos normalizados do que somente as NBR's citadas acima, o Standard Methods (SMWW) tem uma série somente com métodos de análises ecotoxicológicas, a OECD (Organização para a cooperação de desenvolvimento econômico) possui guias também, inclusive na parte com peixes fala até de mais especies validadas para os ensaios do que na ABNT, mas vou dar enfase para as NBR's, pois em 100% dos casos em que um órgão ambiental lhe pedir um ensaio de ecotox, vai ser em cima destas normas ABNT.
E nas legislações, onde que é que esta? Que eu nunca vi! Talvez já tenha visto, mas não com tanta enfase e vou lhe mostrar.

Resolução CONAMA 357 de 17 de março de 2005 Art 2º - XXI:
"ensaios ecotoxicológicos: ensaios realizados para determinar o efeito deletério de agentes físicos ou químicos a diversos organismos aquáticos"
É a definição dada na legislação este item acima, é quando de fato começamos a falar de ecotoxicologia na legislação brasileira. E por ai seguimos

Resolução CONAMA 357 de 17 de março de 2005 Art 8º - § 4º:
"As possíveis interações entre as substâncias e a presença de contaminantes não listados nesta Resolução, passíveis de causar danos aos seres vivos, deverão ser investigadas utilizando-se ensaios ecotoxicológicos, toxicológicos, ou outros métodos cientificamente reconhecidos."

Observe que no Art. que retirei da legislação, citado acima, os ensaios de ecotox já se dão como uma ferramenta capaz de acusar algum efeito tóxico que aquele corpo hídrico em questão possa apresentar, mesmo se obtendo todos os resultados dos parâmetros preconizados no Art. 14 ou 15 desta resolução, pois sabe-se que a gama de compostos que possuem VMP (valor máximo permitido) na lei é muito pequeno, perante a infinidade de contaminantes que temos disponíveis no mercado.

Te convido a ler o CONAMA 357, o 430 de 2011 que também legisla sobre a utilização dos ensaios ecotoxicológicos com referencia aos efluentes de diferentes fontes geradoras.


E não só em monitoramento de águas interiores ou costeiras, no Brasil também temos demais leis como Portaria 6 (de 17/Mai/2012) do IBAMA que trata sobre os estudos e organismos a serem testados, entre outras providencias para a montagem de dossiê de registros de agrotóxicos, e por ai vai uma infinidade de aplicações dos testes ecotoxicológicos.


Neste artigo eu fico por aqui e nos próximos vou falar sobre os ensaios, testes agudos e crônicos, cálculos e interpretações.

Atenciosamente,
Eduardo Caires


domingo, 9 de setembro de 2018

Ecotoxicologia - Parte 1

A ecotoxicologia é uma ciência que trabalha em conjunto, conceitos da ecologia e da toxicologia, avaliando os efeitos nocivos que substâncias podem causar a organismos vivos, por meio de bioensaios realizados sob condições controladas em laboratório ou in situ, a medição deste efeito é chamada de ecotoxicidade.

O termo ecotoxicologia foi criado por René Truhaut no ano de 1969, que o definiu como: o ramo da toxicologia preocupado com o estudo de efeitos tóxicos causados por poluentes naturais ou sintéticos, sobre quaisquer constituintes dos ecossistemas: animais (incluindo seres humanos), vegetais ou microorganismos, em um contexto integral.




A publicação do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson em 1962 foi um marco para a separação da ecotoxicologia da toxicologia clássica. O elemento revolucionário introduzido por Rachel foi a extrapolação dos efeitos sobre um único organismo para o ecossistema. Este estudo sistêmico é diferente da natureza antropocêntrica da toxicologia clássica, e, portanto, torna a ecotoxicologia é uma ciência mais ampla, pois incorpora aspectos de ecologia, toxicologia, fisiologia, biologia molecular, química analítica entre outras para estudar os efeitos de xenobióticos em um ecossistema. A finalidade desta abordagem é ser capaz de predizer os efeitos dos poluentes, de tal forma que se um incidente ocorrer, será possível definir para remediar os efeitos deletérios causados. Em ecossistemas que já estão impactados pela poluição, estudos ecotoxicológicos trazem informações da toxicidade deste ambiente e subsidiam o planejamento de ações para a mitigação.


Os testes consistem basicamente na exposição de organismos (o qual são validados como bioindicadores em uma determinada matriz), onde, em um microhabitat controlado os efeitos tóxicos são verificados em nível ecológico de população geralmente, na literatura mais atual já é possível encontrar estudos onde são utilizadas duas espécies ou mais, elevando assim o nível ecológico para comunidade. Estes efeitos podem ser realizados de acordo com três classificações: agudo, crônico ou crônico de curta duração.



Nos próximos artigos irei falar sobre a parte prática da ecotoxicologia, como a realização dos testes e os resultados que são obtidos de acordo com efeito avaliado, bem como seu embasamento na legislação brasileira.

Atenciosamente 

MSc. Eduardo Caires

Sou Biólogo, Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, especialista em recursos hídricos e avaliação de risco ambiental. Atuo com Consultoria Ambiental e Perito Judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
No setor de Meio Ambiente me consolidei nos seguintes tópicos: análises ambientais; avaliação da qualidade de cursos d'água, água para consumo humano; tratamento de efluentes (esgoto sanitário e industrial); gestão de resíduos sólidos; gerenciamento de áreas contaminadas; recuperação de áreas degradadas; valoração de dano ambiental; ecologia aplicada; mitigação de impactos ambientais e licenciamento ambiental.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Empresa é multada por crime ambiental no Maranhão

Empresa Pelicano foi multada por cometer um crime ambiental no município de Alto Alegre do Pindaré, a 219 km de São Luís. Segundo um empresário da cidade, que prefere não se identificar, um terreno de nove hectares que havia sido alugado por ele à empresa foi usado para enterrar lixo e até material poluente e tóxico.

O procurador do Município de Alto Alegre do Pindaré, Diego Rolim, diz que a Empresa Pelicano foi multada em quatro milhões de reais, além de ser obrigada a despoluir o terreno, mas depois de um acordo com o Município o valor da multa foi reduzido. O procurador acrescentou que caso a empresa não pague a multa a Justiça será acionada a fim de que sejam tomadas as medidas penais.

“Foi uma negociação feita. Nós atribuímos um valor, foi negociado. Eles pediram uma redução e nós até então aceitamos justamente para que ela possa pagar isso e estamos aguardando. Caso não seja comprovado o efetivo cumprimento desse nosso contrato nós entraremos com as medidas judiciais cabíveis. Nós já entramos com a denúncia perante ao Ministério Público para que ele adote as medidas penais cabíveis no caso porque até então nós temos que saber quem foi o diretor que ordenou esses crimes ambientais aqui em desfavor do nosso município”, contou Diego Rolim.

O terreno fica na zona rural de Alto Alegre do Pindaré. É uma área cheia de palmeiras de babaçu, que estava alugada para a empresa que presta serviço para a Vale do Rio Doce na obra de duplicação da Ferrovia Carajás. No local funcionavam a garagem de veículos, máquinas, oficinas e o escritório da empresa.

Terreno contaminado fica na zona rural de Alto Alegre do Pindaré  (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O contrato de aluguel durou dois anos e meio, e só próximo de assinar o documento de devolução do terreno foi que o proprietário recebeu a denúncia de que o local estava com sinais de contaminação.

Murilo Prata é representante do dono do terreno e ele conta que é possível perceber superficialmente a grande quantidade de lixo que está enterrado no espaço. “Faltando uns 30 dias que me chamaram para assinar o contrato de devolução um ex-funcionário da empresa que era muito amigo da gente falou que no terreno da Pelicano onde a Vale prestava serviço também tem muito lixo enterrado. Enterraram muito ferro, muita madeira e eu não ia pegar um terreno desse sujo para depois a responsabilidade vim para a gente. Eu neguei assinar o documento onde eu estava recebendo o terreno e procurei a Secretaria de Meio Ambiente e outros órgãos”, revelou.

Uma equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Alto Alegre do Pindaré foi até o terreno e realizou escavações, onde encontrou material tóxico como filtros de óleo. De acordo com o assessor da Secretaria, Luiz Carlos Freitas, testes de laboratório comprovaram que o solo está contaminado por óleo de combustível queimado que, segundo ele, é nocivo ao ser humano. “O óleo é proibido e por isso que existe caminhões que recolhem o óleo nos postos de combustíveis porque ele é totalmente nocivo”.

Além dos crimes ambientais foi constatado muito desperdício como, por exemplo, a presença de caixas de água em perfeitas condições de uso que foram deixadas no terreno e agora estão servindo de criadouros de mosquitos.

Sobre os crimes ambientais apresentados no terreno, a Secretaria de Meio Ambiente de Alto Alegre do Pindaré informou que decidiu interditar o local por três anos. Já a Empresa Pelicano disse que todos os itens do acordo feito com a Prefeitura estão sendo cumpridos e que está só aguardando a autorização do proprietário do terreno e da Prefeitura para iniciar o trabalho de recuperação da área. A Empresa Vale informou que as negociações junto ao órgão ambiental e também ao dono do terreno são de responsabilidade da Empresa Pelicano, mas que vai acompanhar a questão esperando que ela seja resolvida no menor prazo possível e de maneira satisfatória para todas as partes envolvidas.

FONTE G1: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2018/08/29/empresa-e-suspeita-de-cometer-crime-ambiental-no-maranhao.ghtml

ÍNDICE DE QUALIDADE DAS ÁGUAS (IQA) - parte 3

Finalizando a série de artigos o qual falei sobre o IQA, neste ultimo irei comentar sobre como calcular este Índice.

O cálculo em si, do IQA é realizado por meio do produtório ponderado dos nove parâmetros analisados, com base na seguinte fórmula:



Onde:

IQA = Resulta em um número entre 0 e 100%;

qi = qualidade do i-ésimo parâmetro. Um número entre 0 e 100, obtido do respectivo gráfico de qualidade, em função de sua concentração ou medida (resultado da análise);

wi = peso correspondente ao i-ésimo parâmetro fixado em função da importância, o resultado obtido é um número entre 0 e 1, de forma que:


Para calcularmo o qi utilizamos as formulas descritas nas figuras abaixo, sendo calculado para cada parâmetro de acordo com o gráfico de qualidade (vide artigo parte 1). Equações das curvas de qualidade da água do NSF, elaboradas pela CETESB. Fonte: Sperling, 2007, p. 255.




Planilha Cálculo IQA

No link você consegue baixar a planilha que formulei para realizar os cálculos de #IQA e para ilustrar a utilização gravei um rápido vídeo.

Vídeo calculo de IQA
Do mais esperam que tenham gostado da série de artigos sobre o IQA e que lhes ajude na utilização deste índice.

Atenciosamente
MSc. Eduardo Caires

Sou Biólogo, Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, especialista em recursos hídricos e avaliação de risco ambiental. Atuo com Consultoria Ambiental e Perito Judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
No setor de Meio Ambiente me consolidei nos seguintes tópicos: análises ambientais; avaliação da qualidade de cursos d'água, água para consumo humano; tratamento de efluentes (esgoto sanitário e industrial); gestão de resíduos sólidos; gerenciamento de áreas contaminadas; recuperação de áreas degradadas; valoração de dano ambiental; ecologia aplicada; mitigação de impactos ambientais e licenciamento ambiental.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

ÍNDICE DE QUALIDADE DAS ÁGUAS (IQA) - parte 2

Dando continuidade a série de artigos sobre IQA, vou falar neste um pouco sobre cada parâmetro que está contido neste índice.

Para quem ainda não leu a parte 1 abaixo segue o link:

https://eduardocaires-perito.blogspot.com/2018/08/indice-de-qualidade-das-aguas-iqa-parte.html

Caso já tenha lido a primeira parte vamos recapitular um pouco. O IQA é composto por nove parâmetros analíticos que representam a presença de contaminação de águas superficiais por meio de efluentes sanitários (domésticos) ou industriais, sendo eles: Oxigênio Dissolvido (O.D.), Coliformes Termotolerantes, pH, Demanda Bioquímica de Oxigênio (D.B.O..), Temperatura, Nitrogênio Total, Fosforo Total, Turbidez, Resíduos Total.

Bom, então vamos para o que importa, saber o que é cada um destes.

Oxigênio Dissolvido (O.D.)

O O.D. é essencial para a preservação da vida aquática, já que vários organismos (ex: peixes, macroinvertebrados, bactérias aeróbias, etc.) utilizam o oxigênio para respiração. Águas poluídas por efluentes apresentam baixa concentração de O.D., pois ele é consumido no processo de decomposição microbiano da matéria orgânica. Por outro lado as águas limpas apresentam concentrações de oxigênio dissolvido mais elevadas, geralmente superiores a 5,0 mg/L, exceto se houverem condições naturais que causem baixos valores deste parâmetro, como por exemplo, ambientes lênticos (lagos e lagoas).

Porém ambientes aquáticos eutrofizadas podem apresentar concentrações de oxigênio superiores a 10 mg/L, sendo este cenário conhecido como supersaturação. Isto ocorre principalmente em lagos e represas em que o excessivo crescimento das algas faz com que durante o dia (período de fotossíntese), os valores de oxigênio fiquem mais elevados. Por outro lado, durante a noite a respiração destes organismos faz com que as concentrações de oxigênio diminuam drasticamente, podendo ocasionar a mortandade de peixes, por exemplo

Além da fotossíntese, o oxigênio também é introduzido nas águas através do processo de difusão, que dependem das características hidráulicas dos corpos d’água, como por exemplo, velocidade de movimentação, quedas, correnteza, entre outros processos físicos.

O O.D. é um parâmetro que em minha opinião deve ser realizado em campo, pois de acordo com as orientações do Standard Methods (SMWW 22ªed.), o seu tempo de estabilidade é de 15 minutos.

Método de Referência: SMWW 22ªed. 4500 O-G, determinação de oxigênio dissolvido por eletrodo de membrana.

Coliformes termotolerantes

Os Coliformes são bacilos gram-negativos indicadoras de contaminação e os principais gêneros são: Escherichia, Enterobacter e Klebsiella.

São largamente utilizadas na avaliação da qualidade das águas, servindo de parâmetro microbiológico básico às legislações CONAMA 357, Anexo XX Portaria de Consolidação nº05, Decreto 8468 de 76, entre outras que se utilizam desse controle para garantir a qualidade da água para o consumo humano, balneabilidade ou processos industriais.

Os coliformes termotolerantes, também denominados, coliformes fecais, ocorrem no trato intestinal de animais de sangue quente e são indicadoras de poluição por esgotos sanitários. Indicam a existência de microrganismos patogênicos que são responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica.

O período de estabilidade deste parâmetro é de 24 horas apos a coleta da amostra, segundo o SMWW 22ªed.

Método de Referência: SMWW 22ªed. 9222 D, determinação por membrana filtrante ou SMWW 22ªed. 9223 B determinação por tubos múltiplos.

Potencial Hidrogeniônico (pH)

O pH em ecossistemas aquáticos influencia diretamente no funcionamento fisiológico das espécies. A Resolução CONAMA 357 estabelece que para a proteção da vida aquática o pH deve estar entre 6 e 9. Alterações nos valores de pH também podem alterar o efeito de substâncias químicas que são tóxicas para os organismos aquáticos, como os metais pesados e agrotóxicos por exemplo.

Com o mesmo critério utilizado para o O.D., a análise de pH deve ser realizada em campo.

Método de Referência: SMWW 22ªed. 4500 H+, determinação pelo método potenciométrico.

Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5,20)

A DBO é um parâmetro que representa a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica presente na água através da decomposição microbiana aeróbia. A descrição 5,20 é a quantidade de oxigênio consumido durante 5 dias em uma temperatura de 20°C, esta padronização se por meio de um experimento realizado pelo químico inglês Frankland, em 1870, sendo o numero de cinco dias o período que a água do rio Tamisa demora para percorrer de Londres até o mar e 20ºC é a sua temperatura média anual.

Valores altos de DBO5,20 indica a presença de poluição orgânica no corpo hídrico, além de baixas concentrações de O.D., o que pode provocar mortandades de peixes e eliminação de outros organismos aquáticos.

Para a análise de DBO é importante que amostra seja incubada em até 24 horas após a coleta da amostra, porém caso não for possível, até 48 horas a estabilidade deste parâmetro se mantém, de acordo com o SMWW 22ªed.

Método de Referência: SMWW 22ªed. 5210 B, determinação de DBO5,20 pelo método respirométrico.

Temperatura

A temperatura influência vários outros parâmetros físico-químicos da água, como a tensão superficial e a viscosidade. Os organismos aquáticos são afetados por temperaturas fora de seus limites de tolerância térmica, o que causa impactos sobre seu crescimento e reprodução.

Todos os corpos d’água apresentam variações de temperatura ao longo do dia e das estações do ano, no entanto, o lançamento de efluentes com altas temperaturas pode causar impacto significativo, elevando a temperatura do corpos hídrico.

Seguindo o mesmo critério aplicado ao O.D. e pH, a temperatura da água é um parâmetro que deve ser medido em campo.

Método de Referência: SMWW 22ªed. 2550 B, determinação por sensor térmico.

Nitrogênio Total

Nos corpos d’água o nitrogênio pode ocorrer nas formas de nitrogênio orgânico, amoniacal, nitrito e nitrato. O nitrato é tóxico ao humano, e em altas concentrações causa uma doença chamada metahemoglobinemia infantil, que é letal.

Pelo fato dos compostos de nitrogênio serem nutrientes de processos biológicos, seu lançamento em grandes quantidades nos corpos hídricos, em conjunto com outros nutrientes, como o fósforo por exemplo, causa um crescimento excessivo das algas levando ao processo de eutrofização, o que pode prejudicar o abastecimento público, a recreação e a preservação da vida aquática.

As fontes de nitrogênio para os corpos d’água são variadas, sendo uma das principais o lançamento de esgotos sanitários e efluentes industriais. Em áreas agrícolas, o escoamento da água das chuvas em solos que receberam fertilizantes também é uma fonte de nitrogênio, assim como a drenagem de águas pluviais em áreas urbanas.

Também ocorre a fixação biológica do nitrogênio atmosférico pelas algas e bactérias. Além disso, outros processos, tais como a deposição atmosférica pelas águas das chuvas também causam aporte de nitrogênio aos corpos d’água.

Como citado no primeiro parágrafo deste item, o nitrogênio total é a soma dos tipos de nitrogênio e cada um dentro do laboratório possui um método para determinação.

Nitrogênio Orgânico (Kjeldahl) - Método de Referência: SMWW 22ed. 4500 Norg, determinação pelo método micro, semi-micro ou macro kjeldahl. Prazo de estabilidade é de 7 dias com preservação por ácido sulfúrico.

Nitrogênio Amoniacal - Método de Referência: SMWW 22ed. 4500 NH3, determinação pelo método colorimétrico. Prazo de estabilidade é de 7 dias com preservação por ácido sulfúrico.

Nitrato - Método de Referência: USEPA 300.1, determinação por cromatografia iônica. Prazo de estabilidade de 48 horas.

Nitrito - Método de Referência: USEPA 300.1, determinação por cromatografia iônica. Prazo de estabilidade de 48 horas.

Fósforo Total
Do mesmo modo que o nitrogênio, o fósforo é um importante nutriente para os processos biológicos e seu excesso pode causar a eutrofização. Entre as fontes de fósforo destacam-se os esgotos domésticos, pela presença dos detergentes superfosfatados e da própria matéria fecal. A drenagem pluvial de áreas agrícolas e urbanas também é uma fonte significativa de fósforo para os rios, visto que os fertilizantes utilizados na lavoura possuem o fósforo como nutriente de aplicação. Entre os efluentes industriais destacam-se os das indústrias de fertilizantes, alimentícias, laticínios, frigoríficos e abatedouros.

Método de Referência: SMWW 22ed. 4500 P B/E, determinação pelo método de digestão ácida e colorimetria com ácido ascórbico. Prazo de estabilidade é de 7 dias com preservação por ácido sulfúrico.

Turbidez

A turbidez indica o grau de atenuação que um feixe de luz sofre ao atravessar a água. Esta atenuação ocorre pela absorção e espalhamento da luz causada pelos sólidos em suspensão (silte, areia, argila, algas, detritos, etc. ).

A principal fonte de turbidez é a erosão dos solos, quando na época das chuvas as água pluviais trazem uma quantidade significativa de material sólido para os corpos d’água, além do revolvimento do sedimento.

Atividades de mineração, assim como o lançamento de esgotos e de efluentes industriais, também são fontes importantes que causam uma elevação da turbidez das águas.

O aumento da turbidez faz com que uma quantidade maior de produtos químicos (ex: coagulantes) sejam utilizados nas estações de tratamento de águas, aumentando os custos de tratamento. Além disso, a alta turbidez também afeta a preservação dos organismos aquáticos, o uso industrial e as atividades de recreação.

Para peixes predadores, como por exemplo o Aruanã, que se utilizam do sentido da visão para caçar suas presas, em águas com turbidez elevada, prejudica que esses animais cacem e se alimentem adequadamente.

Método de Referência: SMWW 22ed. 2130 B, determinação pelo método nefelométrico. Prazo de estabilidade do parâmetro é de 24 horas.

Resíduo Total

O resíduo total, também conhecido como Sólidos Totais Totais (STT) é a matéria que permanece após a evaporação, secagem ou calcinação da amostra de água durante um determinado tempo e temperatura.

Quando os resíduos sólidos se depositam nos leitos dos corpos d’água podem causar seu assoreamento, que gera problemas para a navegação e pode aumentar o risco de enchentes. Além disso podem causar danos à vida aquática pois ao se depositarem eles destroem os organismos que vivem nos sedimentos (macroinvertebrados bentônicos) que são a base da teia alimentar em ecossistemas aquáticos, além de danificar os locais de desova de algumas espécies de peixes.

Método de referência: SMWW 22ªed. 2540 B, determinação por secagem a 103 a 105ºC. O prazo de estabilidade deste parâmetro é de 7 dias.

Bem, finalizando este artigo que será o mais longo da série, pois foi descrito cada parâmetro do IQA, bem como sugestões de métodos analíticos e preservação das amostras. Na terceira e ultima parte desta série de artigos, irei falar sobre como realizar os cálculos.

Atenciosamente,

MSc. Eduardo Caires

Sou Biólogo, Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, especialista em recursos hídricos e avaliação de risco ambiental. Atuo com Consultoria Ambiental e Perito Judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
No setor de Meio Ambiente me consolidei nos seguintes tópicos: análises ambientais; avaliação da qualidade de cursos d'água, água para consumo humano; tratamento de efluentes (esgoto sanitário e industrial); gestão de resíduos sólidos; gerenciamento de áreas contaminadas; recuperação de áreas degradadas; valoração de dano ambiental; ecologia aplicada; mitigação de impactos ambientais e licenciamento ambiental.

ÍNDICE DE QUALIDADE DAS ÁGUAS (IQA) - parte 1

O Índice de Qualidade das Águas, popularmente conhecido como IQA, foi criado em 1970 nos Estados Unidos, pela National Sanitation Foundation e A partir de 1975 começou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) passou a adotar este índice no monitoramento da qualidade das águas continentais e atualmente é um dos índices mais utilizados no país.

O IQA foi desenvolvido com a finalidade de se avaliar a qualidade da água bruta para o abastecimento público. Os parâmetros utilizados no cálculo são indicadores de contaminação por efluentes domésticos ou industriais, desde que sejam de natureza orgânica.

Em síntese, para cálculo do IQA são utilizados nove parâmetros (Tabela 1), onde é estabelecida uma qualidade q de 0 a 100 para cada um deles e cada q é elevado à ponderação correspondente w. O IQA é obtido multiplicando-se cada componente qw.

Tabela 1: Parâmetros utilizados para cálculo de IQA e seu respectivo peso.

Fonte: ANA, 2004.

E além do peso de cada parâmetro, apresenta o valor de q em função da sua concentração determinada, como nos mostra a Figura 1.

Figura 1: valor de q baseado na resultado determinado para cada parâmetro do IQA.

Fonte: ANA, 2004.

A partir do cálculo efetuado, pode-se determinar a qualidade das águas brutas, que é indicada pelo IQA, variando numa escala de 0 a 100%, representado na Tabela 2.

Tabela 2: Classificação do IQA

Fonte: CETESB, 2015.

Este método de avaliação possui suas limitações, visto que o conjunto dos parâmetros analisados é pequeno e fica de fora outros importantes para o abastecimento público como, por exemplo, metais pesados, pesticidas, compostos orgânicos, protozoários patogênicos e substâncias que interferem nas propriedades organolépticas da água.

Porém o seu custo de aplicação é relativamente barato em comparação a monitoramentos baseados em legislações mais completas como o Art. 15 do CONAMA 357 de 2004 ou os Anexos do Anexo XX da portaria de consolidação n.05 de 2017, além da facilidade de se encontrar laboratórios prestadores de serviços (Acreditados na ISO 17025) que possuam capacidade em executar estes parâmetros.

Em resumo, o custo beneficio do IQA o torna muito vantajoso para utilização em programas de monitoramento de águas superficiais.

Nos próximos artigos irei falar sobre cada parâmetro presente neste índice até chegarmos em como montar uma planilha de cálculos no excel.

Atenciosamente,


MSc. Eduardo Caires

Sou Biólogo, Mestre em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, especialista em recursos hídricos e avaliação de risco ambiental. Atuo com Consultoria Ambiental e Perito Judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo.
No setor de Meio Ambiente me consolidei nos seguintes tópicos: análises ambientais; avaliação da qualidade de cursos d'água, água para consumo humano; tratamento de efluentes (esgoto sanitário e industrial); gestão de resíduos sólidos; gerenciamento de áreas contaminadas; recuperação de áreas degradadas; valoração de dano ambiental; ecologia aplicada; mitigação de impactos ambientais e licenciamento ambiental.

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Sobre o Anexo XX da Portaria de Consolidação nº5 de 2017 - Cianotoxinas


Muitos clientes me perguntam se em manancial subterrâneo é necessário realizar as análises descritas no Anexo 8 (Cianotoxinas) do Anexo XX da Portaria de Consolidação nº5 (Antiga 2914 de 2011).

Antes de dissertar sobre, vejamos o que está escrito no anexo 8 do anexo XX:


Repare que no anexo 8 não está determinado em qual tipo de manancial se deve realizar estas análises e muito menos a sua frequência, isso pois, este anexo tem por função preconizar quais as toxinas de interesse e o seu Valor Máximo Permitido (VMP).

Nas notas deste anexo, temos a (1) que faz referência a frequência do monitoramento previsto na tabela do Anexo 12 do Anexo XX (O texto da portaria traz o número em algariamos romanos, porém isso é um erro de digitação, pois como estamos falando dos Anexos do Anexo XX, estes devem ser escritos em algarismos arábicos), vejamos o conteúdo da tabela:

Na tabela acima, é possível verificar que na segunda coluna "Tipo de Manancial", na linha referente ao parâmetro "Cianotoxinas" está escrito "Superficial", com base nisto, em conjunto com o Art. 40. §1º que diz:
"Para minimizar os riscos de contaminação da água para consumo humano com cianotoxinas, deve ser realizado o monitoramento de cianobactérias, buscando-se identificar os diferentes gêneros, no ponto de captação do manancial superficial, de acordo com a Tabela do Anexo 11 do Anexo XX, considerando, para efeito de alteração da frequência de monitoramento, o resultado da ultima amostragem."

E com base nestas informações, a orientação que eu passo aos meus cliente quando me questionam sobre é: 
 - "Vamos seguir o que a legislação pede!"

A importância de lermos atentamente os artigos e parágrafos das legislações é, não para que seja decorada, mas sim para que seja entendido o seu conteúdo e, aplicado de acordo com cada tipo de manancial de captação e população abastecida, garantindo assim a qualidade da água servida bem como a correta utilização dos recursos financeiros.